A relação professor-aluno mediada pela afetividade no contexto do 1º ano do ensino médio integrado: desafios e possibilidades

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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí

Resumo

Este trabalho de pesquisa, ao nível de mestrado, insere-se nos estudos do Programa de Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica, na Linha de Pesquisa Práticas Educativas em Educação Profissional e Tecnológica e Macroprojeto 1 - Propostas metodológicas e recursos didáticos em espaços formais e não formais de ensino na EPT. Tem foco na formação integral e significativa do estudante. Investigou aspectos da afetividade na prática docente e sua influenciam com a relação professor-aluno de alunos do Ensino Médio Integrado, bem como a relação professor-aluno mediada pela afetividade. Dessa forma, questionou-se: de que forma a postura afetiva do professor do componente curricular matemática pode influenciar a relação professor-aluno dos discentes do 1º ano do EMI (Ensino Médio Integrado) do IFPI- campus Teresina Central? O trabalho emerge de observações pessoais frente aos relatos de discentes acerca da aprendizagem, especificamente da presença/ausência de elementos afetivos na relação professor-aluno e seus desdobramentos. A fundamentação teórica se alicerça nos estudos de Wallon (1979), Freire (1996) e Novoa (1992), entre outros autores, na reflexão acerca do desenvolvimento e da formação humana e da relevância da afetividade nos processos educativos. Trata-se de uma pesquisa de campo, com abordagem qualitativa, que utiliza o método dialético, com ênfase na prática docente. Para atingir os objetivos, optou-se pela produção de dados mediante questionário semiestruturado, por meio do aplicativo Google Forms e posterior análise das respostas, a partir da perspectiva de Bardin (2013). Os participantes foram professores do componente curricular Matemática, atuantes no 1º ano do Ensino Médio Integrado do Instituto Federal do Piauí- IFPI, campus Teresina Central. Os dados encontrados no estudo revelam entre os professores pesquisados uma disposição pessoal para a afetividade, sugerindo uma inclinação intrínseca para estabelecer conexões emocionais com os alunos. Entretanto, ao analisar as expostas dos professores, não se evidencia uma ênfase significativa na aplicação deliberada da afetividade como um elemento central do ensino. Embora os professores possuam uma predisposição para a afetividade, sua tradução efetiva no contexto educacional, conforme refletido em suas falas, pode ser considerada discreta. Isso sugere que, embora haja uma abertura emocional por parte dos professores, essa disposição pode não se manifestar de forma proeminente no ambiente de sala de aula ou nas interações cotidianas com os alunos. Assim, a aplicação prática no contexto educacional pode não ser tão evidente, levantando questões sobre a implementação eficaz da afetividade na prática docente. A pesquisa resultou no desenvolvimento de uma Cartilha sobre afetividade na prática docente em educação profissional e tecnológica. Destinada a facilitar aos docentes na elaboração de práticas que promovam maior conexão entre aluno, docente, disciplina e matéria estudada. Professores avaliaram positivamente as práticas sugeridas, considerando-as viáveis para aplicação em ambientes educacionais que visam a formação integral dos alunos.

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Afetividade, Ensino médio integrado, Educação Profissional e Tecnologica, Prática docente EPT

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