REST e GRPC em arquiteturas de microserviços: desempenho, complexidade e adequação
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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
Resumo
A crescente adoção de arquiteturas de microserviços reflete a busca por sistemas mais
escaláveis, resilientes e flexíveis frente às demandas atuais do desenvolvimento de software.
Nesse contexto, a comunicação entre serviços torna-se um fator decisivo para a eficiência e a
manutenibilidade das aplicações, sendo REST e gRPC duas das tecnologias mais utilizadas e
debatidas nesse cenário. Este artigo tem como objetivo realizar uma análise comparativa entre
REST e gRPC, destacando suas características técnicas, vantagens, limitações e adequações
a diferentes contextos de aplicação. A pesquisa foi conduzida com abordagem exploratória
e comparativa, fundamentada em levantamento bibliográfico de artigos, estudos de caso e
livros de referência. Foram definidos três critérios de avaliação: desempenho e latência,
complexidade de implementação e adequação a cenários práticos, que orientaram a análise
crítica das duas abordagens. Os resultados evidenciam que o REST se mantém como uma
solução consolidada e amplamente adotada, oferecendo simplicidade, interoperabilidade e
suporte robusto do ecossistema, embora apresente limitações de latência e menor eficiência em
ambientes de alta demanda. Já o gRPC demonstra maior eficiência em termos de desempenho
e suporte a comunicação em tempo real, destacando-se em cenários que exigem baixa latência,
como plataformas financeiras e jogos online, porém com maior complexidade de implementação
e curva de aprendizado mais acentuada. Conclui-se que a escolha entre REST e gRPC não é
universal, devendo considerar as necessidades específicas do projeto e a maturidade técnica
da equipe. Além disso, o estudo sugere a adoção de abordagens híbridas, que combinem as
duas tecnologias de modo estratégico, explorando suas complementaridades.
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Keywords
microserviços, REST, gRPC, protocolos de comunicação, arquitetura de software