Sementes da fartura: a conservação de sementes crioulas como princípio de uma educação decolonial
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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
Resumo
O presente trabalho investiga as sementes crioulas e seus modos de conservação, articulando o saber tradicional associado como princípio educativo decolonial, o processo formativo que ocorre na prática do conservar, manejar e educar das famílias de comunidades rurais tradicionais. Para isso, realizamos um levantamento das pesquisas sobre as sementes crioulas nos periódicos nacionais mapeando a discussão atual sobre as sementes crioulas na área de agroecologia e o lugar da perspectiva decolonial nas pesquisas desenvolvidas. Realizamos também um estudo na legislação de proteção sobre patrimônio genético o que inclui a tutela do estado sobre as sementes crioulas. A realização da pesquisa baseou-se na abordagem qualitativa, utilizando como instrumento de produção a análise da legislação que evidenciou avanço no que diz respeito à proteção de nossos patrimônios genéticos culturais, mas ainda deixa brechas para interpretações que podem violar os direitos das comunidades sobre a propriedade intelectual das práticas de manejo e conservação. Procuramos demostrar como as práticas de armazenar, manejar e conservar sementes crioulas promovem uma ruptura com a lógica de mercado, interrompendo o modus operndi do viver-fazer-consumir forjado na história capitalista. O que evidencia a necessidade e a importância de políticas que fortaleçam as práticas e experiências que constroem autonomias das agricultoras e agricultores.
Description
Keywords
Agroecologia, Sementes Crioulas, Patrimônio genético, educação deocolonial
Citation
FONSECA, Társia Nayara Massary. Sementes da fartura: a conservação de sementes crioulas como princípio de uma educação decolonial. Orientador:Ariane dos Santos Lima. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Tecnologia em Agroecologia) – Instituto Federal do Piauí, Cocal -PI, 2020.