ENTRE PERTENCIMENTO E MARGINALIZAÇÃO: a moda Plus Size como como território de estigma corporal
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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
Resumo
Esta pesquisa teve como objetivo investigar os impactos psicológicos e sociais da moda plus size na autoestima de mulheres gordas e na forma como enfrentam o estigma corporal. Parte-se do entendimento de que a indústria da moda ainda se apoia em padrões normativos centrados na magreza, reduzindo a visibilidade e o acesso de corpos maiores a roupas capazes de expressar identidade e pertencimento. Essas limitações repercutem diretamente nas vivências emocionais e na construção da autoimagem dessas mulheres. Participaram do estudo 42 mulheres acima do manequim 44, residentes em municípios da região Centro-Norte do Piauí. A escolha da amostra se justificou pela necessidade de compreender experiências de consumidoras que vivem em contextos onde a oferta de moda inclusiva é mais restrita, intensificando sentimentos de exclusão, inadequação e desvalorização estética. Esse recorte possibilitou analisar a influência das desigualdades regionais no acesso à moda e em seus efeitos sobre a autoestima.A coleta de dados ocorreu por meio de um questionário estruturado, com questões objetivas e discursivas relacionadas ao corpo, hábitos de consumo e experiências emocionais associadas ao vestuário. As respostas foram analisadas com base na Análise de Conteúdo categorial de Bardin (2016), permitindo identificar padrões recorrentes e a organização dos dados em categorias. Os resultados indicam que a falta de acesso a roupas adequadas e representativas é o principal fator de impacto negativo na autoestima, reforçando o estigma corporal. Conclui-se que, embora a moda possua potencial inclusivo, a realidade vivenciada pelas participantes ainda é marcada pela exclusão estética.
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Keywords
Moda plus size;, Autoestima;, Estigma corporal;, Inclusão, representatividade.