Blue carbon em solos de manguezais piauienses: quantificação e impactos

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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí

Resumo

As zonas costeiras detêm uma série de ecossistemas chave que geram serviços ecossistêmicos dos mais diversos as populações existentes. Ecossistemas perpassam constantemente por alteração, seja por mudanças condicionadas a dinâmica climática e/ou marítima tipicamente naturais, ou alterações antrópicas que são geradas por atividades de exploração e ocupação desordenada. Entretanto, correspondem legalmente á áreas de preservação permanente e demandam políticas de ordenamento especificas. Para tanto, objetivou-se entender a dinâmica de pressões das atividades antrópicas potencialmente impactantes mediante vulnerabilidades naturais e as respostas desses ambientes, as mesmas pressões, além do caráter bioindicador e espacialização do Blue Carbon que responde as tais atividades. Sendo utilizado avaliação de uso e ocupação e índice de vegetação, assim como a geração do mapeamento de vulnerabilidade ambiental sendo por fim aliado a analises físico químicas do solo, fitossociologia e fitossanidade. A dinâmica de atividades antrópicas na Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba (APA DPHB) ao longo do tempo apresentou alteração em seu território de maneira irregular, pelo crescimento da exploração agropecuária e taxas de desflorestamento que se elevam ao longo do tempo. Ainda assim a distribuição ocupacional em zonas vulneráveis reveste-se de importância ainda maior, dado a vulnerabilidade natural das morfologias, fisiologias e fitossociologias dos ecossistemas costeiros que quando ocupados perdem serviços ecossistêmicos, e fornecem riscos a fauna, flora e populações humanas que habitam nessas áreas. Essa ocupação aliada a toda vulnerabilidade interfere nas respostas ambientais dos ecossistemas a pressões externas, o diagnóstico dessas respostas pode ser identificado em um dos serviços mais importantes dos manguezais, os estoques de carbono. Seus estoques se mostraram excelentes indicadores de qualidade ambiental, a compreensão de sua adsorção ao solo demanda uma sistematização de características ambientais dos ecossistemas costeiros, e a respostas do mangue as ações antrópicas ao longo do tempo. A APA DPHB apresenta aumento de atividades antrópicas nas duas últimas décadas (1999, 2009 e 2019) ainda que apresente um mosaico de áreas mediamente a moderadamente vulneráveis a perdas de serviços ecossistêmicos, ainda sim, são resilientes as atividades antrópicas com 33,33% dos estoques de carbono nas faixas normais a manguezais apontados pela literatura.

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Serviços ecossistêmicos, Ecologia, Carbono orgânico no solo

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