Prevalência e fatores de risco de helmintos gastrintestinais em ovinos da região do vale do rio itaim, semiárido piauiense
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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
Resumo
A região Nordeste destaca-se na produção de ovinos e caprinos, com grande relevância econômica e social. A ovinocaprinocultura no semiárido enfrenta desafios devido à mortalidade e queda de produtividade provocada por helmintos gastrintestinais. A pesquisa teve como objetivo determinar a prevalência e os fatores de risco associados às helmintoses gastrintestinais em pequenos ruminantes no município de Paulistana e Jacobina. Foram avaliados 260 ovinos em 13 propriedades rurais, com coleta de dados sobre características dos animais e práticas de manejo. A prevalência geral observada foi de 93,5%, com todos os rebanhos apresentando animais positivos. Não houve associação estatisticamente significativa entre prevalência e fatores como sexo, idade, categoria animal ou padrão racial. Porém, mestiços de Berganês com Santa Inês apresentaram OPG médio mais elevado. Correlações significativas, porém fracas, foram observadas entre OPG, ECC e
Famacha®. A densidade animal por hectare teve influência direta na carga parasitária, sendo maiores em propriedades com superlotação. A análise estatística evidenciou que propriedades com maior densidade de animais por hectare apresentaram maiores médias de ovos por grama (OPG). Conclui-se que a verminose é um problema disseminado, com implicações significativas para a saúde e produtividade dos rebanhos. A adoção de estratégias integradas de controle e a capacitação dos produtores são essenciais para melhorar a gestão sanitária e mitigar os efeitos da resistência anti-helmíntica.
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Manejo sanitário, Semiárido