Estudo fitoquímico e toxicológico da espécie Eleutherine bulbosa (miller) Urb.

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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí

Resumo

A espécie Eleutherine bulbosa (Miller) Urb. é uma planta pertencente à família Iridaceae, conhecida popularmente como palmeirinha e marupazinho, utilizada tradicionalmente como planta medicinal. Sua distribuição e cultivo é amplo, sendo endêmica da américa do sul, podendo ser encontrada em países tropicais como Bolívia, Peru e Brasil, porém devido as suas propriedades terapêuticas a E. bulbosa tomou proporções mundiais. Este trabalho relata os constituintes químicos identificados na análise fitoquímica do extrato etanólico dos bulbos (EEB) e das palhas (EEP) da espécie Eleutherine bulbosa, coletada na microrregião do Baixo Parnaíba no Piauí, bem como a avaliação das atividades antioxidante, teor de flavonoides totais e o ensaio de toxidade frente à Artemia salina Analisando o perfil cromatográfico (CCD) dos extratos etanólicos de E. bulbosa foi possível identificar, no EEB, a presença de substâncias de natureza fenólica, especialmente flavonoides, derivados do antraceno e cumarinas, já os compostos terpênicos foram identificados em ambos os extratos (EEP e EEB). Os testes fitoquímicos, realizados com EEP e EEB, indicaram a presença de taninos condensados, leucoantocianidinas, flavanonas, quinonas, cumarinas, heterosídeos saponínicos e alcaloides. As chalconas, auronas e os triterpenos pentacíclicos foram identificados apenas no EEB, enquanto que, os esteroides livres foram detectados no EEP. Na avaliação da atividade antioxidante pelo método com DPPH, o EEP de E. bulbosa apresentou fraca atividade antioxidante (20,95%) na maior concentração testada (250 g.mL-1). Quanto ao teor de flavonoide totais, observou-se que o EEP apresentou um valor (118,30 ± 1,01 mg ER/g EtOH) superior ao do teor obtido para o EEB (51,83 ± 0,34 mg ER/g EtOH). Tanto EEP (DL50 = 803,52 g.mL-1) quanto o EEB (DL50 704,85 g.mL-1) apresentaram fraca toxicidade frente à Artemia salina, podendo ser, então, considerados seguros nas concentrações testadas. Este é o primeiro relato do perfil fitoquímico e toxicológico do EEP e EEB de E. bulbosa encontrada na região nordeste do Brasil, o que contribui para o enriquecimento dos estudos químico-toxicológicos da espécie, além da valorização da biodiversidade local.

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Fitoquímica, Toxicidade, Eleutherine bulbosa (miller) Urb. (Espécie)

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