Perfil clínico-epidemiológico da hanseníase no estado do Piauí no período de 2013 a 2017

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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí

Resumo

A Hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada por Mycobacterium leprae, considerada uma doença negligenciada e estreitamente relacionada às baixas condições de vida da população, além de apresentar grande potencial incapacitante e deformante, o que a torna um grave problema saúde pública mundial. Atualmente, o Brasil é o segundo país no mundo em números absoluto de casos de hanseníase. Em virtude da alta prevalência no país, O presente estudo objetivou descrever o perfil clínico e epidemiológico da hanseníase no Estado do Piauí no período de 2013 a 2017. Trata-se de uma pesquisa descritiva e quantitativa, na qual foram utilizados dados secundários de notificação dos casos de hanseníase obtidos por meio de informações presentes no banco de dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) do Ministério da Saúde. Conforme os dados analisados, verificou-se que do total de 4.705 casos notificados da doença no referido período estudado, 2941 casos (62%) apresentaram a forma multibacilar, com predominância da forma clínica dimorfa 1618 casos (32%), atingindo com maior frequência as pessoas do sexo masculino 2530 registros (54%), como também a doença foi predominante na faixa etária de 40 a 49 anos – 793 notificações (17%), desta forma atingindo os indivíduos da classe economicamente ativa. Contudo uma grande parcela das notificações não teve o devido controle por parte do estado, não sendo possível saber se os casos foram curados ou evoluíram de forma negativa. O acesso desses pacientes ao programa deu-se através de encaminhamento e demanda espontânea. De acordo com os dados, observa-se que esse agravo apresentou um aumento no número de novos casos, na medida em que se constatava 815 casos no ano de 2013 contra 994 novos casos em 2017. Apesar do predomínio do grau de incapacidade física ser zero no momento do diagnóstico, a presença marcante da forma clínica dimorfa, o baixo percentual de busca ativa dos contactantes podem indicar manutenção da cadeia de transmissão e alta prevalência oculta da hanseníase, o que remete a uma dificuldade operacional dos serviços de saúde em realizar o diagnóstico precoce. Essa realidade, evoca a responsabilidade dos órgãos públicos de saúde no que tange à manutenção do controle desse agravo, assim como a criação de novas medidas que busquem a prevenção e a erradicação desse enfermo no território nacional.

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Hanseníase - Piauí (Estado), Saúde pública, Epidemiologia

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