Avaliação da tolerância ao déficit hídrico em feijão de corda Vigna unguiculata (L.)Walp.1832 sob condições simuladas no extremo sul do Piauí

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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí

Resumo

O Brasil enfrenta desafios no cultivo de culturas sensíveis às mudanças climáticas, como o feijão-caupi ( Vigna unguiculata (L.) Walp), especialmente devido aos estresses abióticos, como o déficit hídrico. Essa cultura, amplamente cultivada em regiões semiáridas, apresenta importância nutricional, econômica, além de se adaptar a diferentes sistemas de cultivo. Diante disso, este trabalho teve como objetivo analisar os efeitos do estresse hídrico sobre a produtividade e o desenvolvimento do feijão-de-corda. O experimento foi conduzido em campo, com aplicação de volumes de água de 100 a 1000 ml por planta, em ciclos de três dias, incluindo um grupo controle e outro submetido a estresse hídrico, correspondente a 50% do controle. Os parâmetros avaliados foram a altura das plantas, comprimento da haste, largura das vagens, número de locos por vagem, peso de 100 grãos e peso total dos grãos. A altura das plantas variou de 12cm a 30cm no controle e de 13cm a 27cm sob estresse hídrico. Para o comprimento da haste, observaram-se valores entre 20cm e 35cm no controle e entre 22 e 40cm no tratamento com déficit hídrico. O comprimento das vagens variou de 11,8cm a 19,8cm no controle e de 6,6cm a 21cm no tratamento estressado, enquanto a largura variou de 1,0cm a 2,5cm no controle e de 1,3cm a 2,5 cm no grupo com estresse. O número total de vagens foi de 41 no controle e 37 sob estresse. O peso de 100 grãos foi de 39,99 g no controle e 33,34 g no tratamento com déficit hídrico, enquanto o peso total de grãos foi de 64,06 gramas no controle e 36,83 g no grupo sob estresse. De modo geral, não foi observado efeito estatisticamente significativo do estresse hídrico sobre a maioria das variáveis avaliadas, com exceção do número de locos por vagem, que variou de 6 a 17 no controle e de 4 a 15 no tratamento com déficit hídrico. Conclui-se que a redução de água na irrigação não comprometeu significativamente a maioria dos parâmetros analisados, sugerindo certa tolerância da cultura ao estresse aplicado

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Gestão Ambiental - estudo e ensino, Feijão-de-corda - produtividade, Grãos, Estresse Hídrico

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