Efeitos da permanência de sementes de Soja em solo seco sobre o Vigor e a Viabilidade sob condições de restrição hídrica
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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
Resumo
A semeadura antecipada da cultura da Soja (Glycine max L.) em condições de baixa umidade do solo, conhecida como “semeadura no pó”, tem se tornado uma prática comum nas regiões do Cerrado, especialmente no sul do Piauí, onde a irregularidade pluviométrica impõe desafios ao estabelecimento inicial da cultura. Este estudo teve como objetivo investigar os efeitos da permanência de sementes de soja em solo seco, sob condições de déficit hídrico, sobre variáveis associadas ao vigor e à viabilidade, visando compreender os limites fisiológicos da prática de “semeadura no pó” no sul do Piauí. O experimento foi conduzido em delineamento em blocos ao acaso, com seis períodos de exposição das sementes ao solo seco (0, 24, 48, 72, 96 e 120 horas). Foram avaliadas variáveis relacionadas ao vigor e à viabilidade, incluindo teor de água, condutividade elétrica, germinação, primeira contagem, emergência em campo, índice de velocidade de emergência e massa seca de plântulas. Os resultados demonstraram comportamento bifásico: a exposição por 24 horas promoveu melhoria significativa no vigor, evidenciada pelo aumento da emergência em campo e do índice de velocidade de emergência, caracterizando um efeito de condicionamento fisiológico (priming). Entretanto, exposições superiores a 48 horas resultaram em deterioração progressiva do vigor, associada ao acúmulo de danos às membranas celulares e ao consumo excessivo de reservas, sobretudo diante das elevadas temperaturas do solo, que atingiram até 47 °C. Apesar da redução expressiva do vigor, a germinação final manteve-se elevada, indicando preservação da viabilidade.
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Keywords
Glycine max L, déficit hídrico, germinação, estresse térmico