Estudo químico-biológico das espécies Coutarea hexandra (Rubiaceae) e Annona rugulosa (Annonaceae)
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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
Resumo
As plantas representam uma importante fonte de produtos naturais com uma grande diversidade
estrutural e de propriedades químico-biológicas. Coutarea hexandra (quina-quina) é uma
espécie da família Rubiaceae, na medicina popular, seu extrato aquoso é utilizado no combate
a dor, inflamação, como diurético e abortivo. Quanto ao perfil químico, relata-se
triterpenos/esteroides, flavonoides, polifenóis, taninos condensados, alcaloides e cumarinas.
Annona rugulosa (anona) é uma espécie da família Annonaceae, suas folhas já demonstraram
significativa atividade antiproliferativa sobre células HeLa. Seu perfil químico é constituído de
esteroides, alcaloides e acetogeninas. Dessa forma, este trabalho descreve os constituintes
químicos, o potencial antioxidante, teor de flavonoides totais e toxicidade das espécies
Coutarea hexandra (Rubiaceae) e Annona rugulosa (Annonaceae) a fim de contribuir para o
conhecimento químico-biológico das mesmas. O procedimento consistiu na realização de
Cromatografia em Camada Delgada (CCD), testes fitoquímicos, extração ácido-base,
Cromatografia Preparativa (CP), Cromatografia em Coluna (CC), avaliação do teor de
flavonoides totais, atividade antioxidante pelo método de sequestro de radicais livres (DPPH•)
e toxicidade frente à Artemia salina. A CCD sugeriu a presença de flavonoides, terpenoides,
açúcares e cumarinas. Os testes fitoquímicos para a C. hexandra, evidenciaram a presença de
taninos flobatênicos, chalconas e auronas, quinonas, esteroides livres, heterosídeos
saponinínicos, alcaloides e cumarinas, para a A. rugulosa destacaram-se as classes de taninos
flobatênicos, flavonois, heterosídeos saponínicos, alcaloides e cumarinas. Os extratos EECQ
(caule/quina-quina), EEFQ (folhas/quina-quina), EECA (caule/anona) e EEFA (folhas/anona)
apresentaram teor de flavonoides totais iguais a 61,38 ± 0,11; 146,96 ± 1,01; 27,08 ± 0,58 e
105,44 ± 2,11 (mg de ER/ g de extrato), respectivamente. A atividade antioxidante (AA%) para
o EEFQ (250 µg.mL-1
) foi considerada forte, pois apresentou AA% de 75,966 ± 5,59 e CE50 de
144,20 µg.mL-1 ± 21,63. Os extratos EECQ (CL50 = 4168,69 µg.mL-1
), EEFQ (CL50 =
80005,71 µg.mL-1) e EEFA ( CL50 = 1570,36 µg.mL-1
) foram considerados atóxicos, enquanto
o EECA apresentou moderada toxicidade CL50 = 199,75 (µg.mL-1
). A extração ácido-base dos
do EECQ e EECA forneceram as substâncias 1 (10,2 mg), 2 (27,2 mg) e 3 (11,4 mg). As análises
qualitativas por CCD dessas substâncias sugerem a identificação de um composto fenólico
(flavonoide ou cumarina), um terpeno e uma outra cumarina, respectivamente.
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Keywords
Metabólitos secundários, Toxicidade, Análise fitoquímica