A importância da figura feminina em programas brasileiros de culinária a partir da experiência de Julia Child
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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
Resumo
O presente artigo buscou examinar, através da quebra de estereótipos de Júlia
Child, a dinâmica das relações de gênero dentro dos programas de culinária no
Brasil, observando as influências de Child em algumas figuras femininas dentro da
mídia brasileira. Desta forma, esta pesquisa se apoiou em autores que tratam de
gênero e mídia, como Oliveira (2021), Dória (2012), Pellerano (2018), Nóbrega;
Barbosa, (2021), Butler (2003) e entre outros. Com base nos autores, foi possível
observar a formação dos programas brasileiros voltados à culinária, observando
uma visão social e profissional do papel da mulher na mídia ao longo dos tempos.
Para obter os resultados dessa pesquisa, foram utilizados materiais bibliográficos e
documentais, registros de mídia televisiva, entrevistas, documentários e blogs, onde
foi possível analisar criteriosamente alguns fatores exclusivos do tema. Desta forma,
tornou-se possível a identificação de possíveis obstáculos enfrentados por mulheres
dentro da gastronomia e da mídia, além da compreensão e da valorização do papel
das mulheres nestes locais, e principalmente destacar mudanças sociais para a
inclusão do gênero no meio profissional e midiático, partindo da quebra de
estereótipos realizado brilhantemente por Julia Child.
Description
Keywords
Júlia Child, Culinária, Figuras Femininas, Female Figure, Culinary Programs, Culinary
Citation
Logo, a divisão sexual do trabalho amolda as posições e ocupações
sociais secundárias ocupadas pelas mulheres tanto no âmbito
privado como no mundo público do mercado de trabalho, uma vez
que o sexo feminino se encontra com status inferior ao masculino, e
é socializada para realizar um trabalho dito reprodutivo e
desvalorizado socialmente. Desse modo, mulheres sofrem com a
falta de reconhecimento em ambas às esferas sociais, a saber:
desigualdades salariais, tratamentos diferenciados, assédio no
ambiente de trabalho, sobrecarga de atividades no ambiente familiar,
entre outros. (Duarte, Spinelli, 2019, p. 04)