Fortificação de massa fresca com adição de farinha mista de mandacaru (Cereus Jamacaru) e ora-pro-nóbis (Pereskia Aculeata)

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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí

Resumo

Alimentos à base de plantas são reconhecidos como fonte de nutrientes e compostos bioativos, essenciais para a manutenção da saúde. As Plantas Alimentícias Não Convencionais - PANC podem ser definidas como espécies comestíveis que apresentam uma ou mais partes com potencial alimentar e sem uso comum. Há no Brasil pelo menos 3 mil espécies de PANC com ocorrência conhecida, e cerca de 10% da flora nativa do Brasil é utilizada para fins alimentícios. O uso de cactos para a alimentação humana é geralmente associado ao seco, ao deserto e muitas vezes entrelaçado a narrativas de fome, estiagem e insegurança alimentar. Dentre as cactáceas utilizadas para fins alimentícios o mandacaru (Cereus jamacaru) e a ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata) destacam-se pelo seu grande aporte nutricional, essas PANC possuem em sua composição vitaminas, compostos antioxidantes como ácidos graxos saturados e insaturados como o ácido linoleico e o ácido oleico, fibras solúveis e insolúveis, dentre outros. Elaborar farinhas permite aumentar a vida útil do alimento, pois reduz a atividade de água, facilita o transporte, armazenamento e aumenta a variedade de aplicação em diferentes produtos. Neste estudo foi elaborada duas farinhas à base de cactáceas e posteriormente realizou-se análises físico-químicas a fim de comparar os resultados obtidos com a literatura já escrita. Os resultados obtidos se mostraram satisfatórios quando comparados aos parâmetros já publicados. As farinhas foram avaliadas quantos aos parâmetros, umidade, cinzas, lipídeos, proteínas, fibras e carboidratos, ao final, mensurou-se o valor energéticos de ambas as farinhas, obtendo-se para a farinha de mandacaru (C. jamacaru) 6,58±1,40 para umidade (%), 10,74±0,46 paras as cinzas (%), 16,04±1,36 para as proteínas (%), 0,86±0,09 para os lipídeos (%), 58,63±2,70 para os carboidratos, 5,44±1,02 para as fibras brutas (%) e valor energético de 205,09±7,84 Kcal. Já para a farinha de ora-pro-nóbis obteve-se 2,86±0,07 de umidade (%), 15,22±0,09 para as cinzas (%), 30,97±0,78 para as proteínas (%), 4,61±1,14 para lipídeos (%), 39,42±0,61 para os carboidratos (%), 6,30±0,89 para as fibras brutas (%) e valor energético de 216,16±9,28 Kcal. Além disso, foi desenvolvida uma massa fresca fortificada tipo talharim com concentração de 04% das farinhas formuladas. Sugere-se que as farinhas de mandacaru e de ora-pro-nóbis possuem potencial enquanto alimento funcional, por exercer papeis importantes como antioxidantes, anti-inflamatórios, fonte de vitaminas e possuírem compostos bioativos, que têm propriedades funcionais, que, somadas aos hábitos saudáveis, conferem ao alimento a sua associação com a prevenção e o controle de doenças, pois o desenvolvimento de doenças como a hipertensão, obesidade, diabetes e dislipidemia estão associados a uma má alimentação e hábitos não saudáveis.

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PANC, Alimentos funcionais, Cactáceas, Mandacaru, Ora-pro-nóbis

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