A geografia dos radiofármacos: o caso do flúor-18 no Piauí
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Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Piauí
Resumo
O objetivo deste artigo foi identificar as dificuldades que o Piauí enfrenta na obtenção de
radiofármacos marcados com flúor-18, os problemas causados pelo seu não uso, bem como,
questionar a setorização da produção de radiofármacos no Brasil. Trata-se de uma pesquisa com
base em abordagem qualitativa exploratória e levantamento de dados através de pesquisa
bibliográfica e entrevista semi-estruturada. Constatou-se que a aquisição de um equipamento
PET/CT, em que radiofármacos marcados com flúor-18 são utilizados, é um alto investimento e a
falta de planos de saúde que cobrem esse tipo de procedimento ocasiona na pouca demanda de
exames PET/CT, o número de clínicas que oferecem serviços de medicina nuclear é reduzido,
sendo assim, o estado torna-se pouco atrativo para unidades produtoras de radiofármacos marcados
com flúor-18, dificultando o acesso a este material e trazendo prejuízos à saúde de pacientes que
devido a isto não possuem muitas opções de realização de tal modalidade de exame. Conclui-se
que, além das dificuldades econômicas, a maioria das unidades produtoras, tanto privadas, quanto
da CNEN, encontram-se em uma distribuição desigual, uma melhor distribuição e aumento no
número de unidades produtoras nas regiões menos contempladas poderia facilitar a aquisição do
flúor-18, não somente no Piauí, mas também em outros estados com mesma dificuldade de acesso.
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Keywords
Flúor-18, Fluorodesoxiglicose, Fluoreto de Sódio, Radiofármacos, PET/CT